Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Teatro do canto da terra

Discorre o pé, Maracatu
Balança no pé de saia, zuruzuzu
Sacoleja o sacolé, baiana unganda, rastapé
Sobe a poeira com a umbigada, dança
Morena da saia rodada

Balança menina, saia rodada
Balança menina, pra nóis rodar

Veste a vida, a vida asserenada
traz a lua abaixo de tanto dançar

Umbigada, tererê
sacoleja ao balanço do joio
No batuque paulista, arroio
Balança menina que vai passar
As Pastorinhas de minas gerá

Undererê, undererá
Batucada candomblé do ceará
Roda o vestido cabocla
do Mugunzá.

Autor: Adriano Costello

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Poética em Um Ato

Ser ator: ato de amor
Viver constante, driblar o cansaço
Brilhar no sonho de outrem.
Saber que, quando se pensa saber tudo,
Ainda não se sabe nada.
É ser aplaudido num instante, com os pés na ribalta
E ser esquecido em seguida quando as luzes se apagam.
É anonimo, antonimo
Singular e plural.
Dissecar-se antes do ato
E viver um romance astral.
Algoz, valente e sútil.
Ato solitário, gratificante
Angustiante, sofregante.
Ninguém mais é, senão ele próprio.
Aquele que vive, domina, prevalece
Constante ator dos atos vividos
Numa poesia épica, lírica.
Transforma-se o poeta, um ridículo
É o tolo que vive o espectro de Hamlet,
Porém, é o sábio que vive e dá vida
a MIL almas imortais.

É o início, o fim e o meio.

((Adriano Costello))