quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Confira os espetáculos da Mostra Principal do Festival de Curitiba

(Cena da peça "Sua incelença, Ricardo III)
 Entre os dias 29 de março e 10 de abril, 31 espetáculos serão apresentados em diversos espaços da capital paranaense.

Os ingressos serão vendidos a R$ 50 (inteira) a partir do dia 15 de fevereiro. Confira abaixo a programação da Mostra Principal:


"..." (Reticências)
A História do Homem que Ouve Mozart e da Moça do Lado que Escuta o Homem

Adultério

Anjo Negro

Antes da Coisa Toda Começar

As Próximas Horas Serão Definitivas

Comédia Russa

DNA, Somos Todos Muito Iguais

É Com Esse Que Eu Vou...


Veja mais sobre todos os espetáculos no  Guia Gazeta do Povo

Fonte: Gazeta do Povo

RETIRO DE PALHAÇO

UTI (Unidade de Transformação Intensiva)
PARA QUEM TEM UMA IMAGEM A ZERAR...

Trata-se de uma oficina intensiva, um treinamento com dinâmicas referentes à técnica clownesca, voltado ao público de todas as áreas profissionais (inclusive palhaços e atores), a partir de 16 anos, que queiram experimentar um maior estreitamento com a potencialidade de gerar momentos agradáveis, risíveis e de relação mais franca por meio da "menor máscara do mundo": o Nariz Vermelho.

POR QUE "RETIRO"?

A proposta é que o grupo de participantes realmente "mergulhe" no universo do Palhaço, ou seja, viva-o na maior parte do tempo possível — até durma com a máscara, caso queira encarar seus sonhos com lentes diferentes!

Neste sentido, é importante que se estabeleça este ambiente de intensa convivência, para que possibilidades novas de relação surjam no decorrer das dinâmicas que vão sendo propostas.

Assim sendo, os participantes vivem a experiência hospedados em um belíssimo sítio em meio à Mata Atlântica.

Tanto a estas dinâmicas como ao estudo da apostila de estudo associa-se, também, uma alimentação especialmente pensada para gerar um "estado de espírito" distinto do da vida cotidiana.

Sítio em Parelheiros, zona sul de SP

MARÇO - Edição Carnaval, de 05 a 08
ABRIL - Edição Feriadão, de 21 a 24

Quem viver: Rirá!

Informações: ci_leia@yahoo.com.br   e http://www.retirodepalhaco.blogspot.com/

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Inscrições da Eletrobrás vão até 04 de março

Estão abertas até 4 de março as inscrições para o Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2011, que investirá R$ 13,8 milhões em três segmentos: teatro, projetos audiovisuais e patrimônio imaterial brasileiro.


Em fomento ao teatro serão contempladas duas áreas: produção de espetáculos para público adulto, crianças e jovens e festivais de teatro. No fomento ao audiovisual serão apoiadas a produção de filmes de longa-metragem e a realização de festivais de cinema. E na categoria fomento ao patrimônio imaterial, apoio ao inventário, pesquisa, registro, difusão e preservação do patrimônio imaterial brasileiro, de acordo com os conceitos presentes na legislação brasileira – Decreto nº 3551/2000 – e na convenção da Unesco para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial (2003).

Podem concorrer pessoas físicas e pessoas jurídicas de caráter cultural, com ou sem fins lucrativos.

Para se inscrever, clique aqui.

Ou http://www.eletrobras.com/editalcultural/


Fonte: Cultura e Mercado

Movimentos Culturais - REALISMO

O REALISMO

Na segunda metade do século XIX, o realismo surge em reação ao romantismo, e dá preferência a histórias contemporâneas, com problemas reais de personagens comuns. A partir de 1870, por influência do naturalismo - que vê o homem como fruto das pressões biológicas e sociais -  os dramaturgos mostram personagens condicionados pela hereditariedade e pelo meio que se vive.

Economicamente, vivia-se a segunda fase da Revolução Industrial, período marcado pelo clima de euforia e progresso material que a burguesia industrial experimentava em virtude das inúmeras invenções possibilitadas pelas descobertas científicas e tecnológicas.

No ambito cientifico e cultural, ocorre uma verdadeira efervescencia de idéias considerada por alguns como uma segunda etapa do iluminismo - século XVIII.

Dentre essas idéias, surgidas como consequ~encia do aparecimento de várias correntes científicas e e filosóficas, têm destaque:

Positivismo, de Auguste Comte. Para o qual o único conhecimento válido é o conhecimento positivo, ou seja, provindo das ciências;

Determinismo, Hippolyte Taine, que defende que o comportamento do ser humano é determinado por três fatores: o meio, a herança (cultural, social, biológica) e o momento histórico.


Lei da seleção natural, de Charles Darwin, segundo qual a natureza ou o meio selecionam entre os seres vivos as variações que estão destinadas a sobreviver e a perpetuar-se, sendo eliminados os mais fracos.

Os escritores, diante desse quadro  de mudança de idéias e da sociedade, sentem a necessidade de criar uma literatura sintonizada com a nova realidade, capaz de abordá-la de modo mais objetivo e realista do que até então vinha fazendo o Romantismo.

Ao lado do realismo surge ainda as correntes literárias denominadas "Naturalismo" e "Parnasianismo", de pequena penetração em Portugal. A primeira, que consiste na verdade em uma forma extremada de realismo, procura "provar" com romances de tese as teorias científicas da época, particularmente o determinismo. O Parnasianismo por sua vez é uma corrente que combate os exageros de sentimentos e de imaginação do Romantismo e tenta resgatar certos princípios clássicos de procedimentos. Como a busca do equilíbrio, da perfeição formal e o emprego da razão e da objetividade.

Os três movimentos tiveram ciclo na França, com a publicação do romance realista "Madame Bovary" (1857), de Gustave Flaubert; do romance naturalista "Thérèse Raquin", de Emile Zola (1867), e das antologias parnasianas "Le Parnasse Contemporain" (a partir de 1866).



Definição:

Realismo: movimento artístico cultural que surge na segunda metade do século XIX na Europa, influenciado pelas transformações que ali se operavam no âmbito econômico, político, social e científico. E em reação ao "Romantismo", desenvolvendo-se baseado na observação da realidade, na razão e na ciência. Surge em meio ao  fracasso da Revolução Francesa e de seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. A sociedade se dividia entre as classes Operária e a Burguesia.
As corrente filosóficas se destacam: o Positivismo, Determinismo, Evolucionismo e Marxismo.

Emile Zola
Contudo, o pensamento filosófico mais influente para o realismo é o Positivismo, que analisa a realidade das observações e das constatações.


CARACTERÍSTICAS REALISTAS

Reprodução da realidade; Compromisso com a verdade (o autor é imparcial); Personagens baseados em indivíduos comuns (não idealização da figura humana); As condições sociais e culturais são expostas; Lei da casualidade (toda ação tem uma reação); Abordagem de temas sociais; Linguagem de fácil entendimento, e Exposição do presente (contemporaneidade).
Autores Realistas

Numa fase de transição, "Tosca" de Victorien Sardou, "O copo d'água" de Eugène Scribe, ou mesmo "A dama das camélias" de Alexandre Dumas Filho, já têm ambientação moderna. Mas os personagens ainda têm comportamento titpicamente "romântico".

Na fase claramente Realista o dinamarquês Henry Ibsen discute a situação social da mulher (Casa de bonecas), a sordidez dos interesses comerciais, a desonestidade administrativa e a hipocrisia burguesa (Um inimigo do povo). 

Na Russia Nicolai Gógol (O inspetor Geral) satiriza a corrupção e  o emperramento burocrático; Anton Tchekhov (O jardim das cerejeiras) e Alksandr Ostrovski (A tempestade) retratam o ambiente provinciano e a passividade dos indivíduos diante da rotina do cotidiano; e em "Ralé" e os "Pequenos Burgueses", Maxim Gorki mostra a escória da sociedade, debatendo-se com a pobreza, e a classe média devorada pelo tédio.

Pesquisador: Adriano Costello

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Paulicéia Desvairada no 20º Festival de Curitiba


A peça "Julia e Roman, A invenção do amor", da Cia Teatral Paulicéia Desvairada, estará em cartaz no 20º Festival de Curitiba.

O texto do uruguaio Nelson González, inédito no brasil, é uma deliciosa tragicomédia sobre amor e solidão. A história de uma mulher que em meio a monotonia inventa o seu principe encantado, o seu amor ideal. No entanto, em meio a momentos de paixão, solidão e lirismo, ela será confrontada pelas vozes do seu  inconsciente, que tentarão disperta-la para os perigos dessa invenção de amor.

Sobre a peça:

Julia e Roman. Uma peça que desde o título propõe duas vidas com nome e apelido. Duas vidas “quase” anti-teatrais extraídas da vida “quase” real. E que vivem num mundo onde aparentemente as grandes paixões estão permanentemente camufladas nas paixões fabricadas em telenovelas.

Tudo então é inspirado na atmosfera onírica produzida pelas emissoras de TVs.

No espaço cênico, o real e o imaginário se misturam. A cenografia “realista” mantém-se suspensa por fios, assim como a vida da protagonista. Que vive suspensa por suas fantasias.

Os atores permanecem constantemente no palco, em dois ou três planos. Mantendo-se focados nos acontecimentos da peça e prontos para cena. A luz deverá executar a construção de tempo/espaço e o recorte nítido entre os planos. Em algumas cenas as cores variam de acordo com os sentimentos da personagem, de forma sensorial. Em outras, focos devem sugerir flashs, câmeras de TV, e provocar a distorção entre realidade e fantasia em composição com as vozes que surgem de lugares inesperados - vozes do inconsciente de Julia.

O figurino casual volta-se para uma perspectiva realista e cotidiana, identificando-se com o público. O que também ocorre com as músicas, que contribuem para o resgate da memória íntima dos atores e espectadores, buscando assim alcançar a proposta do texto:

“Que renasçam tuas Julietas adormecidas, e que ressurjam teus Romeus inventados”.

Serviço:
Dia 08/04 às 12h30 / Dias 09 e 10/04 às 15h30
Biblioteca Pública do Paraná
Auditório Paul Garfunkel
Rua Candido Lopes, 133 - Centro - Curitiba/PR
Ingressos: R$20 e R$10
Informações: http://juliaeroman.blogspot.com/

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Italo Rossi

Rossi, Ítalo (1931)

Neste 19 de janeiro Italo Rossi, consagrado como o maior ator brasileiro,  -ou como ele diz quando questionado sobre essa avaliação: "estou aí!- completou 80 anos de vida, 60 dedicados ao teatro. Nós da Cia Paulicéia Desvairada deixamos aqui nossa singela homenagem a esse mestre do teatro brasileiro. Evoé, Italo!

Biografia

Ítalo Balbo Di Fratti Coppola Rossi (Botucatu SP 1931). Ator e diretor. Integrante do Teatro Brasileiro de Comédia e um dos fundadores do Teatro dos Sete, Ítalo Rossi possui uma grande naturalidade amparada pela profunda humanização que obtém de suas personagens, aliada a uma consciência física que permite que domine amplamente seus instrumentos de trabalho.

Inicia a carreira no teatro e, depois de uma pequena experiência no Teatro das Segundas-Feiras e no Teatro de Vanguarda, ingressa no Teatro Brasileiro de Comédia, TBC. Já no primeiro espetáculo, sob a direção de Maurice Vaneau em A Casa de Chá do Luar de Agosto, de John Patrick, 1956, recebe o prêmio revelação de ator da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT. No ano seguinte, recebe o prêmio de melhor ator por Os Interesses Criados, de Jacinto Benavente, com direção de Alberto D'Aversa. Com este diretor, ainda no TBC, em 1958, atua em três espetáculos: Vestir os Nus, de Luigi Pirandello; Um Panorama Visto da Ponte, de Arthur Miller; e Pedreira das Almas, de Jorge Andrade. Em 1959 funda, ao lado de Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Fernando Torres, o Teatro dos Sete, em que atua com exclusividade durante seis anos, até o encerramento da companhia. No espetáculo de estréia, O Mambembe, de Artur Azevedo e José Piza, sob a direção de Gianni Ratto, interpreta Frazão e, no papel do empresário em dificuldades, empresta uma verve e um histrionismo que lhe valem um novo Prêmio ABCT. Depois de afirmar que seu Frazão é "uma lição de arte de representar", Paschoal Carlos Magno define a atuação de Ítalo Rossi dizendo que ele "nos dá a impressão de ser daqueles mágicos que, inacreditavelmente naturais, retiram do fundo de uma cartola pássaros e estrelas".1 A crítica Barbara Heliodora completa: "O trabalho de Ítalo Rossi é um primor de acabamento, seja em dicção, seja em expressão corporal, seja na limpeza de cada gesto, que é uma unidade completa em si, muito embora perfeitamente integrada na fluência total de toda a sua gesticulação".2

Em 1960, é novamente premiado pelo trabalho na comédia de Georges Feydeau, Com a Pulga Atrás da Orelha. Depois do encerramento das atividades do Teatro dos Sete, em 1965, Ítalo volta a atuar em duas peças curtas, Os Amantes e A Coleção, ambas de Harold Pinter, sob a direção de Flávio Rangel, na recém-criada Companhia Carioca de Comédia, em 1966. No mesmo ano, em Curitiba, protagoniza, com o mesmo diretor, O Sr. Puntila e Seu Criado Matti, de Bertolt Brecht. Em 1967, está em Oh, Que Delícia de Guerra!, de Charles Chilton em colaboração com Joan Littlewood e o grupo do Theatre Workshop, uma encenação de Ademar Guerra.

Na década de 1970, suas atuações mais expressivas são em Dorotéia Vai à Guerra, de Carlos Alberto Ratton, dirigido por Paulo José, 1972; A Noite dos Campeões, de Jason Miller, direção de Cecil Thiré, 1975 - seu desempenho lhe vale o Prêmio Molière; O Santo Inquérito, de Dias Gomes, com o diretor Flávio Rangel, 1976; Os Emigrados, de Slawomir Mrozek, direção de Jorge Takla, 1977; e Os Veranistas, de Máximo Gorki, 1978.

Após um certo afastamento retorna aos palcos, na década de 80, com três espetáculos intimistas. Com estes trabalhos conquista durante anos seguidos o Prêmio Molière. Em Quatro Vezes Beckett, 1985, uma encenação de Gerald Thomas em que a ação concentra-se em partes dos corpos dos atores, Rossi se encarrega do monólogo da boca. Em 1986, ele faz um espetáculo solo com roteiro e direção de Walmor Chagas, Encontro com Fernando Pessoa. Em 1987, ao lado de Daniel Dantas, encarna o filósofo ateu Descartes em Encontro de Descartes e Pascal, de Jean-Claude Brisville. Sentados um frente ao outro, em uma mesa no proscênio de um pequeno palco do Teatro da Aliança Francesa de Botafogo, falando para uma lotação máxima de 80 espectadores, Ítalo se encontra muito próximo ao público. Este pode observar as sutis mudanças na fisionomia de uma personagem revestida de profunda humanidade pelo ator que, pouco gesticula, praticamente não se levanta e, apenas com o trabalho facial e vocal, prende o público em uma discussão puramente intelectual. O crítico Macksen Luiz escreve:

"Ítalo Rossi, definitivamente um ator amadurecido, permite que a ironia, a fraqueza, a inteligência, as manobras e o cansaço de Descartes fiquem transparentes. Ítalo, contido por uma direção que enfatiza as pausas, os silêncios e os tempos mortos, preenche-os com tal requinte interpretativo que a platéia fica em suspenso, conduzida pela sensibilidade do ator. Cada gesto se incorpora ao racionalismo da personagem numa integração absoluta; cada inflexão deixa perceber os "estados de alma" de alguém que deseja fazer valer a razão".3

Em São Paulo, sua interpretação também colhe a admiração dos críticos e do público. Alberto Guzik avalia seu desempenho:

"Seu Descartes é um momento luminoso numa carreira excepcional. A composição, embasada em usos precisos de voz e corpo, traça o perfil de um homem arrogante, altaneiro, mas capaz de confessar os próprios equívocos com desarmante sinceridade. A atuação de Ítalo Rossi, impulsionada pela intensidade com que se entrega ao jogo cênico, magnetiza o espectador. Vê-lo em cena é testemunhar o trabalho de um dos primeiros atores do Brasil".4

Na década de 1990, Ítalo Rossi atua em cinco produções do diretor Moacyr Góes. Entre elas, o solo Comunicação a uma Academia, de Franz Kafka, 1994, e O Doente Imaginário, de Molière, 1996.

Notas
1. MAGNO, Paschoal Carlos. O Mambembe no Municipal: a Ordem do Cruzeiro do Sul para o diretor Gianni Ratto. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 14 nov. 1959.
2. HELIODORA, Barbara. Como se deve amar o teatro: o mambembe pelo teatro dos sete. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 nov. 1959. Caderno B.
3. LUIZ, Macksen. Razão e fé. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 14 maio 1987. Caderno B.
4. GUZIK, Alberto. Um brilhante duelo de cérebros. Jornal da Tarde, São Paulo, 15 abr. 1988.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cursos de teatro na Argentina

Cursos y talleres de formación y perfeccionamiento 2011


INICIACIÓN ACTORAL / Teresita Galimany

4 de abril al 12 de diciembre, lunes de 19 a 22

Para quienes se acercan por primera vez a la actuación o tienen poca experiencia previa

CONTENIDO. Ejercicios tendientes al desarrollo de la capacidad expresiva de cada tallerista, partiendo de juegos teatrales hacia improvisaciones grupales, generadas primero de modo espontáneo y luego bajo consignas dadas, a través de las cuales se van incorporando, gradualmente, las técnicas que sirven de base al trabajo actoral.

En la primera parte del año, el acento está puesto en aquéllas pautas tendientes a conocer y profundizar las propias capacidades perceptivas, de imaginación, observación, concentración y apertura/complementación en la relación con otros. En la segunda, esas cualidades trabajadas se ponen al servicio de un texto dado. Aquí, se profundizan las técnicas que se han ido incorporando, con el fin de acceder a los fundamentos del trabajo con texto. El eje del taller en su totalidad, está puesto en la comprensión y experiencia del QUERER y el HACER, que se basan en el accionar y reaccionar verdaderamente, tanto en las improvisaciones de la primera parte del año como, posteriormente, en el trabajo sobre una escena. Así, lo distintivo de este taller es que, además de ahondar en las posibilidades creativas y expresivas de cada participante, le brinda los fundamentos y las herramientas técnicas para poder encarar un texto dado.

Objetivo: INICIACIÓN es la puerta de entrada al oficio actoral y nuestro objetivo es brindar a cada tallerista bases claras y firmes, que serán el andamiaje sobre el cual desplegar su talento, accediendo cada vez a mayores alturas.

TERESITA GALIMANY. Actriz, directora y docente teatral. Su último trabajo de dirección ha sido "Virtual", de José Sanchís Sinisterra, en el Teatro Nacional Cervantes, en el marco del ciclo Teatro por la Identidad. Anteriormente, del mismo autor, dirigió "El anillo" y "Atajo", de la obra "Terror y miseria en el primer franquismo". Es autora de "Corriendo en la sangre", estrenada en 2010 en el Centro Cultural de la Cooperación y de "Umbrales", estrenada bajo su dirección en 2003. Como actriz, ensaya actualmente: "La complicidad de la inocencia", de Adriana Genta y Patricia Zangaro. Sus más recientes trabajos actorales fueron: "Cita a ciegas" (dos temporadas en el Teatro Nacional Cervantes y en el Teatro Payró, también presentada en México y Uruguay) y "Donde el viento hace buñuelos" (CELCIT y en México DF y Festival Internacional de Mérida, Yucatán). Entre sus trabajos de dirección figuran: "El arenero", de Edward Albee, "Los hijos de Moony no lloran", de T. Williams, "Un busto al cuerpo", de Ernesto Caballero. Su trabajo escénico se ha desarrollado en Buenos Aires, New York y Caracas, ciudades en las que vivió. En el CELCIT se desempeña como docente desde 1993, dictando talleres de iniciación actoral, trabajo sobre escenas, juegos teatrales y trabajo con máscaras. Los ejes de su formación han sido el CELCIT de Venezuela y Argentina (con Juan Carlos Gené y Enrique Porte) y el H.B. Studio de New York (con Uta Hagen y Edward Morehouse).

Más información en la sección Cursos de http://www.celcit.org.ar/
Informes e inscripción: Moreno 431, Buenos Aires. Teléfono: (5411) 4342-1026.
e-mail: correo@celcit.org.ar
Horario de atención: lunes a sábados de 10 a 13; lunes a jueves de 18 a 21

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Teatro de Revista - Parte 2

(Renata Fronzi)

Houve uma época dourada na história da dramaturgia nacional em que a grande vedete era o Teatro de Revista e brilhavam astros e estrelas como Grande Otelo, Oscarito, Dercy Gonçalves, Bibi Ferreira, Zezé Macedo, Walter D’Ávila. Nomes que imprimiram sua marca no teatro e freqüentemente são citados quando o assunto é a produção cultural brasileira. Apesar de muito se ouvir falar nessas personalidades, os mais jovens praticamente desconhecem o que realmente representou esse momento dos palcos brasileiros - cujo apogeu aconteceu nos anos 40 - e seu legado. Para Neyde Veneziano, professora de teatro brasileiro, no curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que pesquisa o tema e já lançou três livros sobre o assunto (O Teatro de Revista no Brasil: Dramaturgia e Convenções e Não Adianta Chorar: Teatro de Revista no Brasil. Oba!, ambos pela Editora Unicamp, e A Cena de Dario Fo: o Exercício da Imaginação, da editora Códex), trata-se de puro preconceito. “Os números atestam ter sido esta a forma teatral mais expressiva no Brasil; devemos questionar o desprezo absurdo de que tem sido vítima”, diz a pesquisadora. Segundo ela, a raiz desse julgamento errôneo está justamente na opção por fazer uma representação popular do dia-a-dia das pessoas. “Sofre preconceito porque pertence à categoria do teatro popular. Ou seja, o mais importante era a comunicação com o público. Era um teatro que dependia de bilheteria, muito comprometido com seu tempo e, portanto, um teatro comercial.” Além disso, aponta os intelectuais e a crítica de então como co-responsáveis, pois tinham como referência os grandes textos da literatura dramática. “Eles queriam que, no Brasil, houvesse um teatro semelhante ao de Ibsen [Henrik Ibsen, dramaturgo norueguês, 1828-1906] ou ao de Strindberg [August Strindberg, dramaturgo sueco, 1849-1912], por exemplo. Mas nós não tínhamos público para isso. Aliás, nem a Europa tinha público para textos pesados como os desses autores. Era só a crítica que gostava mesmo. O público, em geral, buscava os melodramas e o teatro musicado porque esses gêneros espelhavam a realidade e todos podiam se reconhecer na cena sem complicar muito”, explica Neyde. “Outro dado importante a ser considerado em relação ao preconceito é que esse teatro popular tem uma dramaturgia muito elástica, que abre espaço para as improvisações. Não há um texto rígido que possa atravessar os séculos. São peças que se referem ao momento a que pertencem e são efêmeras. São feitas diretamente para a cena e para o momento a que se ligam.” Para ela, até a década de 80, pouco valor se deu a esse gênero nas universidades. “A resistência do pensamento acadêmico e da crítica é tão explícita que, à época do lançamento de meu primeiro livro, em 1990, o Jornal do Brasil ironizou e publicou meia página com o título ‘O teatro de revista - quem diria? - acabou na universidade’...”

O que é, o que é?

O Teatro de Revista - ou simplesmente revista, como se costumava chamar - foi um gênero teatral derivado dos vaudevilles parisienses, que eram comédias teatrais, acompanhadas de arietas e pequenos coros. Os personagens geralmente se envolviam em situações equivocadas, que iam evoluindo em seu traço cômico conforme a peça se desenrolava. O autor pouco se aprofundava no aspecto psicológico dos personagens. No Brasil, esse tipo de dramaturgia chegou na segunda metade do século 19, tornando-se uma das mais relevantes manifestações culturais da época. No início, caracterizava-se por passar em revista o ano anterior, numa espécie de retrospectiva dos fatos políticos e sociais mais marcantes do período. Tratava-os de forma satírica e utilizava muita música e dança durante as cenas, exatamente como as companhias portuguesas faziam. No final daquele século, despontava um dos grandes dramaturgos brasileiros, Arthur Azevedo. O gênero manteve-se em alta até a consolidação do cinema e a chegada da televisão nos anos 50.


(Virginia Lane)

A partir da Primeira Guerra Mundial o Brasil ficou isolado do resto do mundo, grandes teatros foram fechados e a revista passou a ter um formato tipicamente brasileiro, em que sotaques e costumes absolutamente nacionais ganharam importância. Nessa época, a música começou a ocupar um lugar tão relevante quanto o texto. Os “revisteiros” mais famosos desse período foram Carlos Bettencourt e Luís Peixoto. Em meados dos anos 40, tem início a fase da féerie (confusão alegre), quando o Teatro de Revista perde seu teor de crítica social e ganha um ar inspirado nas produções da Broadway, em que imperavam o clima sensual e os números de dança. Essa fase foi chamada de music hall e seu maior nome foi Walter Pinto. Grandes músicos que marcaram a história da música brasileira, como Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ary Barroso e Lamartine Babo, contribuíram para o desenvolvimento do gênero. Foi nele também que surgiram expoentes do teatro e do cinema nacional, reverenciados até hoje pela representatividade para a cultura popular, como Grande Otelo e Oscarito. Isso sem falar na ascensão das grandes vedetes - que eram atrizes, cantoras e bailarinas -, estrelas de uma época envolta em plumas e paetês, como Dercy Gonçalves, Renata Fronzi, Virgínia Lane, Aracy Côrtes e Mara Rúbia.


(Bibi Ferreira)
Por que parou?

Segundo o jornalista Salvyano Cavalcanti de Paiva, que pesquisou o assunto durante anos para escrever o livro Viva o Rebolado (Nova Fronteira), foi uma conjunção de fatores que acabou levando ao extermínio desse tipo de entretenimento, tão popular por quase um século. “Entre as causas apontadas por diferentes estudiosos estão, com mais freqüência, as de ordem ética, as financeiras, as políticas. Inegável é que as mudanças sociais, principalmente as ocorridas nas grandes capitais cosmopolitas, acarretando a liberação e a permissividade nos logradouros públicos, os avanços da moda de vestir ou desnudar-se da mulher e o comportamento desinibido diante dos velhos padrões constituíram componentes valiosos no ato de tornar a revista obsoleta”, explica ele na obra. A chegada da televisão freqüentemente é apontada como uma das razões que levaram o gênero à derrocada. Paiva, no entanto, não concorda. “Acusa-se a concorrência violenta, avassaladora da televisão como paradigma da derrota do teatro musicado; mas nos Estados Unidos o nível dos musicais transferidos para a TV é bem mais requintado, e nem por isso deixaram de representar revistas e burletas [rápida comédia, originária do teatro italiano do século 16, que geralmente é musicada] em Nova York”, pondera o jornalista. Embora vários fatores sejam apontados como causadores do desfecho, quando se fala de uma das mais importantes manifestações culturais que o Brasil já teve a nostalgia invade a cena. “Sempre haverá gente no mundo para se deslumbrar com as plumas, para ver o tamanho do brinco da vedete e admirar seu umbigo de fora”, disse a ex-vedete Mara Rúbia, uma das maiores de seu tempo.
 
(Olerê! Olará! Texto de Dionísio Neto retratando os tempos áureos do Teatro de Revista)

 O gênero e sua identidade - O Teatro de Revista era marcado por elementos recorrentes na cena. Veja o que não podia faltar:

Coplas - Eram números musicais cômicos realizados em dupla

Nu artístico - Tratava-se, na verdade, da grande sensualidade de algumas cenas, devido às pernas descobertas das vedetes

Compère (compadre) - Era quem conduzia a narrativa e unia os números musicais

Tipificação - Por influência da commedia dell’arte, sempre havia personagens fixos e caricaturados nas histórias, como o malandro, a mulata, o caipira e o português

O espetáculo não pode parar - É possível perceber referências à estética do Teatro de Revista na produção cultural brasileira da segunda metade do século 20 até os dias de hoje.

Teatro - Grandes espetáculos musicais, no estilo music hall, repletos de dança e sensualidade são derivados do Teatro de Revista em sua última fase, quando as vedetes imprimiam sensualidade ao espetáculo. São inspirados nessa fase musicais como Chicago e Não Fuja da Raia, protagonizado pela atriz Cláudia Raia nos anos 90.
 Cinema - O cinema brasileiro dos anos 40 absorveu características do gênero, como a tipificação, os quadros musicais e a sátira política. Foi para onde migraram artistas de destaque, como Grande Otelo e Oscarito, que viriam a ser os astros das chanchadas produzidas pelos estúdios Cinédia e Atlântida.
 Carnaval - Os desfiles de escolas de samba no Carnaval têm em comum com a revista o caráter grandioso, a sensualidade, a estrutura narrativa em forma de quadros (as alas) e as alegorias - personificação lúdica de entidades fantasiosas.

Televisão - A partir dos anos 70, os artistas do Teatro de Revista e das chanchadas passaram a atuar em programas humorísticos na televisão que mantinham a estrutura cômica dos quadros e os tipos caricatos. Ainda durante muito tempo foi possível ver Grande Otelo, Zezé Macedo e Walter D’Ávila em programas como Escolinha do Professor Raimundo e Zorra Total, da Rede Globo, e A Praça É Nossa, do SBT. Além dos humorísticos, as telenovelas também beberam nessa fonte. É o caso, por exemplo, de Sassaricando, exibida em 1987 pela TV Globo, escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Miguel Falabella, Cecil Thiré e Lucas Bueno. A música de abertura, Sassaricando, composta por Candeias e Jota Júnior, fez enorme sucesso como parte da trilha da peça Eu Quero Sassaricar, de Walter Pinto.






Leia também: Teatro de Revista Parte 1



Fonte: Sesc.org.br