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quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Teatro na Roma antiga

(Teatro Butrint, Albania)

Com a supremacia de Roma entre os séculos III e II a.C, o teatro grego perde suas forças. No entanto, naquele mesmo período muitas peças gregas foram traduzidas e adaptadas pelos romanos. Que mais tarde começaram a desenvolver suas próprias "dramaturgias".

Ao mesmo tempo em que Aristóteles descrevia a já "definida" tragédia grega, Roma desenvolvia seus primeiros "Ludi Scaenici" (jogos cênicos), modestos espetáculos de mimicas de trupes da região da Etrúria. Suas representações religiosas de carácter sério ou satírico itálicas, incluíam danças e canções, com invocações dos deuses em que acreditavam os Etruscos, que naquele época dominavam Roma.

Era o ano de 364 a.C, com a peste que se alastrava pelo país, os atores e o público buscavam nestes espetáculos acalmar os "poderes" da vida e da morte.

Com o florescimento da dramaturgia romana prosperavam as peças históricas e as comédias. E eram representadas em palcos temporários, construídos em madeira. (Em Roma, a construção de teatros, com suas grandes arquiteturas, só veio ocorrer entre os séculos I e II d.C.)

A tragédia e a comédia romana já demonstravam diferenças com os seus modelos gregos: seus discursos elaborados, a violência nos palcos, e a moralização radical. A estrutura das peças também se diferenciava na divisão de atos, no coro, etc.

(Teatro romano)

O Enfraquecimento do Teatro em Roma

Com o tempo (final da república), o público perde o interesse pelo teatro tradicional, pois a concorrência dos espetáculos com mais ação (gladiadores, corridas de carros), e a criação de gêneros teatrais mais simples como as pantominas (peça simples com um ator, sem fala, mas que dançava e era acompanhado por músicos) e mimos (peça simples com vários atores, em que se satirizava tipos sociais de forma obscena), levaram ao seu quase abandono.

Os teatros (anfiteatros) eram cada vez mais ocupados para jogos de gladiadores, corridas, acrobacias, lutas entre animais, etc. Também serviram de palco de condenação para os cristãos perseguidos por Domiciano.

A igreja via com maus olhos aos gêneros dramáticos que surgiam com referencias a deuses pagãos e sátiras feitas a igreja nos espetáculos de mimos. Passando a perseguir e proibir peças que considerava além dos aspectos morais (cenas de nudez, libidinosas e pagãs).

A última referência que existe de uma representação de uma peça de teatro é do séc. VI (onde Teodora, a imperatriz esposa de Justiniano, fora atriz de teatro). Depois disso, só se ouve falar dos artistas de teatro pelas proibições sucessivas e sermões de membros da igreja que referem-se a "mimos que vagam pela terra espalhando a imoralidade".

Dedicar-se ao teatro era muito mal visto: os atores eram normalmente escravos ou ex-escravos; raramente mulheres representavam, tendo má reputação as que o faziam (os papéis femininos eram feitos por homens).

Vários imperadores, conhecidos pela crueldade, ordenavam que os os espetáculos se tornassem realistas: quando um personagem era morto, substituia-se o ator por um condenado à morte.

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